INÍCIO MENSAGEM TEXTOS INSPIRAÇÕES ALMA COMPLICADA Theme


"Por fim, meu fracasso em expressões converte-se em um pedaço do meu coração juntamente com o brilho dos meus olhos para te levar a mais formosa prosa." Akemi Sofia

20/01/2012 9:27
Muito elogio é como botar água demais na flor. Ela apodrece.
— Clarice Lispector. (via encontro)

19/01/2012 10:46 
“Já fui um amor de pessoa. Doce e inocente — Fui usada tantas vezes por causa disso. Tinha esperanças de que, no fundo, todos eram do jeito que aparentavam ser. Aprendi então que ninguém é totalmente bom, afinal, os totalmente bons nunca foram bem aceitos. Tem de ser sempre meio termo. Agir mais pelo cérebro que pelo coração, com as situações certas para isso. Penso em antigamente, como caí na conversa das pessoas. E como amei pessoas que pisaram em mim. Mudei depois disso. Chorei. Chorei bastante. Chorei — mesmo sabendo que não mudaria nada —, mas por ser a única coisa que estava ao meu alcance. Acredito que a partir do momento que chorei, mostrei que me importava. E a partir do momento que me importei com isso, me humilhei. Humilhei-me pois não teve amor próprio algum que pudesse me segurar, ou coisa alguma que pudesse me manter em pé. Para mim tudo tinha fórmula, e poderia ser perfeito. Mas quando é provado na nossa cara o quanto estamos errados, se manter no erro chega a ser burrice. Tornei-me dura depois disso. A partir do momento que descobri que as coisas não precisavam vir com um pacote de sofrimento, aprendi a desconfiar. A temer. A ser uma pessoa grossa, orgulhosa. Me tornei o tipo de pessoa que nunca pensei que seria. Me tornei igual aqueles que tinham me feito mal, e agora quem fazia mal aos outros era eu. Um dia você chora… Outro dia, faz chorar.”   (1falsopoeta)

“Já fui um amor de pessoa. Doce e inocente — Fui usada tantas vezes por causa disso. Tinha esperanças de que, no fundo, todos eram do jeito que aparentavam ser. Aprendi então que ninguém é totalmente bom, afinal, os totalmente bons nunca foram bem aceitos. Tem de ser sempre meio termo. Agir mais pelo cérebro que pelo coração, com as situações certas para isso. Penso em antigamente, como caí na conversa das pessoas. E como amei pessoas que pisaram em mim. Mudei depois disso. Chorei. Chorei bastante. Chorei — mesmo sabendo que não mudaria nada —, mas por ser a única coisa que estava ao meu alcance. Acredito que a partir do momento que chorei, mostrei que me importava. E a partir do momento que me importei com isso, me humilhei. Humilhei-me pois não teve amor próprio algum que pudesse me segurar, ou coisa alguma que pudesse me manter em pé. Para mim tudo tinha fórmula, e poderia ser perfeito. Mas quando é provado na nossa cara o quanto estamos errados, se manter no erro chega a ser burrice. Tornei-me dura depois disso. A partir do momento que descobri que as coisas não precisavam vir com um pacote de sofrimento, aprendi a desconfiar. A temer. A ser uma pessoa grossa, orgulhosa. Me tornei o tipo de pessoa que nunca pensei que seria. Me tornei igual aqueles que tinham me feito mal, e agora quem fazia mal aos outros era eu. Um dia você chora… Outro dia, faz chorar.”   (1falsopoeta)

19/01/2012 8:59
É tão gostoso encontrar um homem que nos valorize mais que o seu próprio ego.
— Akemi Sofia.

19/01/2012 8:14
19/01/2012 8:02
Ela não o trocaria por nada. Nem por uma ilusão.
Ana L. Nogueira. (via drunkrascal)

17/01/2012 19:58 Posso te alugar?
  • — Então, moço, deixe-me lhe falar. Estou meio perturbada e sentido-me muito solitária. Preciso de um abraço sem motivo e ouvidos que não julgam. Também preciso amar e ser amada. Cansei dessa ligação corporal que fazemos por aí, na busca de suprir um pouco do desejo e fingir que estamos “muito bem, obrigado” apenas com isso. Quero ser incendiada, mas quero que tenhas o domínio desse fogo. Mas não pode ser permanente. Já pensou, se eu, sendo quem sou, desenvolvesse algo tão forte por alguém e esse sentimento ainda fosse permanente? Não quero, isso mata aos poucos. E ninguém quer morrer, né?
  • — Onde queres chegar, pequena? Desse jeito quem ficará perturbado será eu.
  • — Posso te alugar?
  • Ele a abraça, a escuta, a beija e a ama por inteira. A incendeia. E se vai. Sobram sorrisos dele e dela. Não tiveram tempo para decepções.
17/01/2012 8:59
15/01/2012 22:01 O chato falando da séria.

E aos poucos a verdade ia se revelando naqueles olhos pequeninos. Aqueles olhos caramelados, ás vezes esverdeados. Distantes e opacos. Como se algum segredo profundo guardassem. Como se estivessem a observar algo que somente eles seriam capazes de enxergar. Olhos esses que pareciam, também, tão sinceros e verdadeiros. Acho que é verdade quando dizem que os olhos são o espelho da alma. Se assim realmente for, o que aqueles olhos refletem é que pertencem a alguém meio certo do que quer, mais meio medroso também. E é exatamente isso que ela é. Ela não é doce, nem amarga, mas é um pouco dos dois. De alguma forma, sua mistura de “tudo um pouco” parece ser exatamente o que a torna tão unica e especial. E era isso que fazia com que eu ficasse tão interessado nela. Porque ela tem essa proeza de prender a gente com seu jeito. No início você pensa que ela é séria demais, chata demais e só sabe falar de coisas que julga importante. Como se as palavras fossem preciosas demais para serem gastas em trivialidades. Mas isso é o que você pensa antes de encarar de verdade aquele olhar. É aí que ela abaixa a cabeça, se acanha e fica meio sem jeito. Aquela menina “toda, toda” também é capaz de ficar sem jeito. É só ela notar que você se perdeu no paraíso de seus olhos tão lindos. Então você nota que aquela é a intenção dela. De passar uma primeira impressão de que sua companhia não é tão agradável assim. É sua arma a favor da solidão. Ela gosta da solidão e do silencio de um jeito meio doentio até. E se você insiste em se fazer presente, ela se aborrece. Até que, de repente, você conhece a pessoa mais engraçada do mundo inteiro. Porque ela sabe como proceder na hora certa. Existem momentos em que falar banalidades pode ser a atitude mais estúpida a se fazer, enquanto há outros em que fazê-lo é uma necessidade para se esquecer das dores. E ela tem a habilidade de fazer isso como ninguém. E se você olhar bem no fundo dos olhos dela, aquela séria, ela sorri. Porque, para falar a verdade, aquela era a hora certa para ela sorri, quando nossos olhos se encontram.

coliseus

15/01/2012 15:23
Mais uma guerra sem razão, já são tantas as crianças com armas na mão; mas explicam novamente que a guerra gera empregos, aumenta a produção […] Pra que exportar comida se as armas dão mais lucros na exportação?
— Legião Urbana



« 3 45 6 7 »
Layout por:
silenciar